a saia
era cinturada, tinha uma barra de tecido estampado com minúsculas florzinhas em tons de roxo. na lateral direita dois botões de madrepérola minúsculos. o rodado de toda ela, era de um algodão de um antigo vestido da irmã mais velha. a cor era um alavandado meio gasto. fazia um movimento godê lindo e a própria irmã achou que se parecia com o sino da igrejinha. e quando ela rodava, parecia que do balanço saia um som afinado de sininhos de natal. a barra de baixo era de seda lilás fim-de-tarde, costurado com grandes pontos de linha branca pura. seguiam-se lindas, grossas e brancas pernas de moça, que terminavam delicadas em pezinhos que eu carinhosamente chamava de ' meus lírios '
" isto é bossa-nova, isto é muito natural "
" isto é bossa-nova, isto é muito natural "


6 Comentários:
eu nunca quero sentir falta no nosso amor :( nunca nunca
"chove chuva...
chove sem parar..."
não deixe isso aqui morrer. lindo tudo isso. linda você. poesia pura suas palavras.
minha flor.
não reveles nunca a identidade de sua theo.
Marina adorei sua matéria no 'Zoeira', e vim correndo ver seu blog, que eh mto massa. A coincidencia: vc eh amiga do meu primo, hehehe, o João Fernando.
marina, marina...
encanto esse teu blog, hein?
curti descobri-lo. fica bem.
beijo grande.
te quero mais a cada lua que eu vejo
Lol, moça, estás cercada de incultos. Só eu percebi a clara referência ao clássico-mor da nossa música popular? E conseqüentemente relacionar todo o desenvolvimento do texto em cima do ritmo jazzístico da bossa. Ah! Os mistérios...
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