quinta-feira, abril 24, 2008

a saia

era cinturada, tinha uma barra de tecido estampado com minúsculas florzinhas em tons de roxo. na lateral direita dois botões de madrepérola minúsculos. o rodado de toda ela, era de um algodão de um antigo vestido da irmã mais velha. a cor era um alavandado meio gasto. fazia um movimento godê lindo e a própria irmã achou que se parecia com o sino da igrejinha. e quando ela rodava, parecia que do balanço saia um som afinado de sininhos de natal. a barra de baixo era de seda lilás fim-de-tarde, costurado com grandes pontos de linha branca pura. seguiam-se lindas, grossas e brancas pernas de moça, que terminavam delicadas em pezinhos que eu carinhosamente chamava de ' meus lírios '

" isto é bossa-nova, isto é muito natural "

6 Comentários:

Blogger João Cabral disse...

eu nunca quero sentir falta no nosso amor :( nunca nunca

"chove chuva...
chove sem parar..."

9:02 PM  
Blogger Theodora Medeiros disse...

não deixe isso aqui morrer. lindo tudo isso. linda você. poesia pura suas palavras.
minha flor.

não reveles nunca a identidade de sua theo.

10:17 PM  
Blogger Milena Façanha disse...

Marina adorei sua matéria no 'Zoeira', e vim correndo ver seu blog, que eh mto massa. A coincidencia: vc eh amiga do meu primo, hehehe, o João Fernando.

9:47 PM  
Blogger Clara Dourado disse...

marina, marina...

encanto esse teu blog, hein?

curti descobri-lo. fica bem.

beijo grande.

11:20 PM  
Blogger João Cabral disse...

te quero mais a cada lua que eu vejo

12:51 PM  
Blogger Jimmy disse...

Lol, moça, estás cercada de incultos. Só eu percebi a clara referência ao clássico-mor da nossa música popular? E conseqüentemente relacionar todo o desenvolvimento do texto em cima do ritmo jazzístico da bossa. Ah! Os mistérios...

4:12 PM  

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

<< Página inicial